11/11/2009
10/11/2009
Pro dia nascer feliz....
| No Meio Do Caminho 1930 - ALGUMA POESIA |
No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra. |
Carlos Drummond de Andrade |
07/11/2009
04/11/2009
Eu adoro a incerteza das probabilidades...
Cuidado! Eu sou um labirinto no qual você pode se perder, e se, ainda assim, você quiser se aventurar, aviso: ele é cheio de espinhos, e eu não gostaria de te machucar...
31/10/2009
E outubro se esvai...
Feliz Aniversário, Fe!!!!
O amor é um sentimento que transpassa os limites do sexo...
O amor é um sentimento que transpassa os limites do sexo...
29/10/2009
Invadindo
Fim de semana passado foi dia de Invasão. Duas apresentações da peça de Dias Gome, no Reapresenta do Macu. Não tinha participado do processo. Fui convidada para substituir atores que não queriam continuar. Não sei dos motivos. Era para ter sido três meses tranquilos, com uns cinco ensaios com a nova formação, textos decorados a tempo, mas os deuses do teatro não queriam assim. Assim seria fácil. Sem graça. Fomos testados pelos poderosos lá de cima. E eles pegaram pesado. Jogaram uma bomba atrás da outra. Nem sei dizer quantas vezes o elenco foi alterado, quantas trocas de personagens aconteceram, assim, em tão pouco tempo, de última hora, de sopetão. Ensaios com todos? Nunca!! Fácil demais! Não desmerecendo o processo, nunca! pelo contrário. Mas ator que quer ser ator tem que ter uma coisinha chamada disponibilidade no palco. Tem que jogar com aquilo que jogam pra ele, comungar, idependentemente de ter ensaiado com essa pessoa várias vezes. E isso, todos os sobreviventes a esse processo tinham! E todos amavam a arte, e a arte neles, e não eles na arte. Foi complicado. Tinha gente que nunca tinha visto a cara antes. Eu disse que os deuses do teatro foram hard core... Mas ali, no palco, todo mundo se entregando de corpo e alma. Olhando e sendo olhado. Tinha limitações? Claro que tinha, a peça teve momentos baixos, texto que parecia estar numa montanha russa, essas coisas, mas tinha vontade. Comunhão. Sábado, como esperado foi mais conturbado, mas rolou. Se rolou. E domingo a peça foi realmente boa. São Genésio protegeu sua legião... E nos mostramos capazes. Devolvemos com categoria o teste que nos foi colocado.
Nos divertimos em cena, isso é o mais importante para um ator. Fazer o que gosta e curtir fazer.
Uma dor por ter sido assim, só duas vezes. Um estalar dos dedos, e puft. Acabou. Uma saudade de peitar o malfeitor da história no fim, e explodir, saindo com uma faca na mão atrás dele... "O melhor final que já tivemos", e uma sensação de trabalho bem feito encheu meu peito... Claro, poderia ter sido melhor? Sempre. Mas não devemos nada, nadinha pra ninguém, pra essa turma que diz não se sentir confortável em atuar com vc, se vc não estiver com eles 24h por dia, 7 dias por semana, e que apresenta uma peça bonitinha, sim, sem problemas de ensaios, sem trocas infinitas de elenco, e que começa bem, mas no meio da peça, os atores só estão soltando o texto decorado, não tem comunhão, ninguém está ouvindo o outro...
Atuar ao lado dessa galera, que sua a camisa, carrega peso, sangra, mas faz acontecer, foi uma sensação indescritível. E eles me deram o melhor presente que poderia receber: a descoberta de que eu ainda posso acreditar nas pessoas, na arte, no teatro. E isso, meu bem, nenhum ego é capaz de destruir!!!
Obrigada povo da Invasão! Obrigada por tudo, por confiarem em mim e por me receberem como verdadeiros artistas, de cabeça erguida e uma paixão infinita no peito!!!!
Nos divertimos em cena, isso é o mais importante para um ator. Fazer o que gosta e curtir fazer.
Uma dor por ter sido assim, só duas vezes. Um estalar dos dedos, e puft. Acabou. Uma saudade de peitar o malfeitor da história no fim, e explodir, saindo com uma faca na mão atrás dele... "O melhor final que já tivemos", e uma sensação de trabalho bem feito encheu meu peito... Claro, poderia ter sido melhor? Sempre. Mas não devemos nada, nadinha pra ninguém, pra essa turma que diz não se sentir confortável em atuar com vc, se vc não estiver com eles 24h por dia, 7 dias por semana, e que apresenta uma peça bonitinha, sim, sem problemas de ensaios, sem trocas infinitas de elenco, e que começa bem, mas no meio da peça, os atores só estão soltando o texto decorado, não tem comunhão, ninguém está ouvindo o outro...
Atuar ao lado dessa galera, que sua a camisa, carrega peso, sangra, mas faz acontecer, foi uma sensação indescritível. E eles me deram o melhor presente que poderia receber: a descoberta de que eu ainda posso acreditar nas pessoas, na arte, no teatro. E isso, meu bem, nenhum ego é capaz de destruir!!!
Obrigada povo da Invasão! Obrigada por tudo, por confiarem em mim e por me receberem como verdadeiros artistas, de cabeça erguida e uma paixão infinita no peito!!!!
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